Alice no País das Maravilhas, um dos grandes clássicos de todos os tempos ganha edição radical, em versão integral, traduzida pelo historiador e professor da Universidade de Harvard Nicolau Sevcenko (1952-). As ilustrações de Luiz Zerbini (1959-) são um espetáculo à parte. O artista plástico paulista criou cenários feitos de cartas de baralho das quais saltam os personagens, por meio de recortes. As maquetes foram fotografadas com iluminação teatral.
No estilo nonsense que o tornou único, o livro conta a história das aventuras de Alice ao cair numa toca de coelho, que a leva a um lugar povoado por criaturas fantásticas e enigmas.
A edição é complementada por indicações de ensaios sobre Alice, biografia do autor e uma relação de artistas que já se aventuraram pelo País das Maravilhas, além de uma pequena filmografia baseada na obra original.
A partir de argumento de Paola Rettore sobre pequenas navegações, movimentos, ou seja, correntes marítimas, rios, lagos internos e externos aos corpos, movimentos errantes, ao azar. Esse projeto iniciou-se a partir de cartas de amor escritas e lançadas dentro de garrafas no Caribe em 2004, pelos poetas Frank Baez e Paola Rettore e ganhou corpo livros de colagens de poemas, textos diversos e imagens compostos por Paola Rettore. Desembocou em um livro de poesia visual e um DVD contendo grafonópticos ( composições de textos, desenhos, imagens, sons) da autoria de Marcelo Kraiser.
A primeira edição deste trabalho, Pequenas Navegações – Cartas de Amor, consta de uma tiragem de 600 exemplares incluindo uma edição limitada de 100 exemplares assinados de caixa com objetos, livro e DVD, patrocinada pela OI através da Lei de Incentivo Fiscal da Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais.
>O lançamento do inacabado romance do escritor chileno Roberto Bolaño, falecido em 2003, está previsto para este mês de maio de 2010 no Brasil. Com quase mil páginas, "2666" transformou Bolaño em uma lenda do mundo literário, e um sucesso na Europa e nos Estados Unidos.
Em "2666", a fictícia cidade de Santa Teresa, com todos os contornos da mexicana Ciudad Juarez, sofre com uma narcoguerra precedida por centenas de assassinatos brutais de mulheres, jamais desvendados e que assolam a região desde os anos 90. As hipóteses para esse bizarro fenômeno se perdem no emaranhado de interesses de quadrilhas, tanto criminosas como institucionais, que se misturam na região.
Matéria completa sobre o livro "2666"

O showbusiness é uma invenção norte-americana. E muito do que existe hoje se deve a um único homem: Bill Graham. Esse nome, para não-iniciados, não quer dizer muita coisa. Mas ele esteve em meio a tudo o que importa no meio do rock da década de 1960 até 1991, quando morreu em acidente de helicóptero. É o que mostra a biografia Bill Graham apresenta: Minha vida dentro e fora do rock, iniciada por ele e finalizada por Robert Greenfield, ex-editor da revista Rolling Stone e autor de vários livros, entre eles Uma temporada no inferno com os Rolling Stones – Exile on main st..
Publicada há quatro anos nos Estados Unidos, a biografia ganha agora edição nacional pela Barracuda. Só o fato de Bill Graham ter sobrevivido já faz dele um personagem fora do comum. Judeu de origem russa nascido na Alemanha, fugiu quando criança da perseguição nazista (parte de sua família morreu ou foi enviada para campos de concentração). Ele foi parar, ainda criança, em Nova York, onde acabou adotado. Cresceu como um norte-americano, lutou na Guerra da Coréia. Somente mais tarde conseguiu sua cidadania. Na década de 1960, foi para São Francisco e viu nascer o movimento flower power. Com tino para os negócios, não tardou a se profissionalizar numa área em que todos pareciam viver chapados de ácido.
Matéria completa sobre a biografia de Bill Graham

Matéria completa sobre o livro Mário de Andrade, escritor das vanguardas

